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Dia 365

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Sinto-me como se houvesse completado meu primeiro ciclo e “nascido” de novo. Aprender a reconstruir a vida em um lugar novo custa caro em vários aspectos, principalmente mentalmente. Optei por ainda não ter um carro, faço tudo de trem, há um ano vou ao mercado à pé e trago tudo na mão em sacolas que geralmente eu levo de casa (preciso mudar esse geralmente para sempre) e adapto as compras para caber numa geladeira bem menor, que aliás não é minha. Há um ano comprei poucas coisas e vivo numa casa alugada mobiliada onde a maior parte dos móveis e eletrodomésticos não me pertence. Usei o plano de saúde apenas 2 vezes porque achei mais burocrático do que simplesmente usar o sistema público. Tiro férias de 5 dias, 2 dias, faço viagens curtas com mais frequência e acho que aproveito bem o tempo. Já recebi visitas de 8 amigos e familiares que me deixaram muito feliz. Pela primeira vez na vida, moro em uma casa sem ventilador e ar condicionado e só senti falta de...

Não é só mais um dia dos pais...

Há 29 anos você integra o rol das mulheres fortes que não possuem um companheiro para criarem seus filhos e o fazem com a ajuda dos avós, de amigos ou muitas vezes de ninguém. Na época de escola, todos os anos me perguntava porque é que eu não podia homenagear minha mãe no dia dos pais e hoje me dou conta de que outras crianças também não tinham pais presentes e que algumas sequer sabiam quem eram os seus. Nunca me responderam porque eu tinha que homenagear uma figura masculina que teoricamente deveria ser importante para mim (ou ao menos se fazer importante), mas no meu coração e nos meus desenhos não havia tristeza, ausência, raiva, dúvida . Tudo o que sentia era que eu queria mais uma vez te dizer o quanto você era especial. Meus desenhos tinham sempre você e vovó, minha família que me amava e me respeitava. Isso sempre foi mais do que suficiente. E acho que venho expressando esse amor com sucesso desde que eu aprendi a falar    (ou seja, beeem cedo rsr...

Dia 343

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Quase 1 ano por aqui e quanto caminho andado, quantas viagens já feitas, e a maior de todas elas tem sido a viagem dentro da minha própria cabeça, revisitando meus valores, minhas prioridades, o que eu espero do futuro e acima de tudo, reforçando o quanto eu não teria feito nada diferente. Fazer essa mudança me fez perceber tanto em mim como no Léo a certeza do quanto conseguimos qualquer coisa juntos, que podemos recomeçar nossa vida onde e quantas vezes quisermos. Quando você mostra pra alguém a sua pior versão e essa pessoa escolhe ficar e te amar, tenha certeza de que é pra sempre. Faz um mês que estamos curtindo o tão esperado verão (quando cheguei peguei um final de verão meia boca rs) e só hoje eu vejo o quanto banalizava o clima incrível que tinha no Rio, os dias ensolarados e lindíssimos... Vejo o quanto as pessoas ficam felizes com o sol, todos saem na rua, lotam as praças e TODOS os lugares abertos em busca de um pouquinho de luz... E eu me vejo em cada uma dessas p...

Guarde tempo para praticar o amor

Estamos em tempos em que se faz necessário sermos mais cuidadosos, mais carinhosos uns com os outros. Precisamos conversar mais, ser menos superficiais e dizer o que queremos dizer, especialmente se for algo bom. Todo mundo merece ouvir algo bom todos os dias. Deveria ser proibido ir dormir sem receber um elogio, sem ganhar um abraço... Vivenciamos recentemente perdas de pessoas muito jovens, da noite pro dia, sem deixar recado. Sofremos diariamente perdas de entes queridos, amigos, familiares, ídolos, inocentes, pais, mães, filhos, maridos, esposas... Precisamos estar juntos, em sintonia, em pensamento, em propósito e escancarar nossos sentimentos bons por aqueles que amamos. Eles devem saber, ter certeza absoluta do quão são importantes para nós e para o mundo em que vivem. Todo mundo deveria ter o direito de se sentir amado e acolhido, o tempo todo, por alguém... Todo mundo deveria reconhecer que, por maiores que sejam os nossos problemas, tem sempre alguém precisa...

Sobre saudade...

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Esse fim de semana fui conhecer o País de Gales. No começo desse ano fiz uma “promessa” para mim mesma de que todo mês eu iria fazer uma viagem, seja ela curtinha ou mais longa. Já que estou pagando um preço alto por estar longe, eu quero que valha cada centavo emocional... Durante a viagem, recebi a notícia de que um tio meu faleceu. Nem preciso dizer que por uns minutos eu esqueci completamente o que estava fazendo ali, num passeio de barco, longe pra caramba de todo mundo, mais uma vez... Chorei o que quis, lembrei dele ainda vivo e sempre muito alegre e muito ativo. Passei bastante tempo sendo paparicada por ele e pela minha tia Inês, que orgulhosamente chamo de madrinha apesar de nunca ter sido batizada formalmente. Existem rituais que não fazem muito sentido pra mim, pelo menos não tanto quanto o amor que eu guardo no peito e a consideração que eu sinto por algumas pessoas. Eu daria um filho meu pra ela cuidar. E pro Tio também. Ótimas lembranças que eu tenho das min...

Autoconhecimento. Resiliência. Paz interior.

Autoconhecimento. Resiliência. Paz interior. O caminho acima não é uma receita de bolo e muitas vezes precisa ir e voltar no mesmo objetivo para garantir que mais um desafio foi alcançado ali. Se conhecer é um processo quase que infinito, já que somos seres dinâmicos, inteligentes e temos a capacidade de nos adaptar aos ambientes de acordo com a necessidade do momento. Encontramos soluções criativas para os nossos problemas a todo instante. Mudamos os planos se for preciso. Uma gravidez inesperada, um atraso de vôo, uma enfermidade, uma visita que chegou sem avisar... Quanto mais sabemos das nossas capacidades, mais rapidamente confiamos em nosso poder de resolver qualquer coisa que se apresente diante de nós. O processo de recolhimento se faz necessário diante a tanta exposição da vida alheia, redes sociais que muitas vezes induzem a modelos de viver a vida irreais e deprimem os mais suscetíveis, os que ainda buscam se conhecer um pouco mais, os que querem encon...

Prazer, eu mesma!

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Prazer, eu mesma! Quando vim para a Inglaterra, senti que dei um pause em muitas coisas porque eu precisava sentir as mudanças, o trabalho novo, o lugar, o tempo... Subestimei o último, claro. A gente acha que é só colocar um casaco. Ledo engano. A gente pensa isso até começar a deixar de sair de casa por causa do frio ou da chuva. Deixar de fazer coisas que gosta porque “hoje o tempo não está bom”... Adivinhe: quase nunca estará bom o suficiente pros nossos padrões brasileiros, mas estou melhorando essa minha percepção com o passar dos meses... Assim como o tempo, coisas que parecem simples, was que eram fundamentais para me adaptar à mudança, me fizeram sentir uma profunda necessidade de me recolher. A energia gasta em prol de uma adaptação é enorme. Estar longe de todos fisicamente aumenta ainda mais esse esforço. Desde que reiniciei a expansão da relação comigo mesma, tenho feito uso de palavras e pensamentos positivos ao acordar, ao dormir e sempre ao longo do meu...